No próximo dia 12 , sábado, pelas 17 horas a Confraria de Santa Luzia vai apresentar o livro Santa Luzia Olhares Plurais,  na Pousada de Santa Luzia.

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Este livro, coordenado pelo museólogo vianense João Alpuim Botelho, em parceria com Tiago Castro, aborda as diferentes dimensões pelas quais podemos “olhar” Santa Luzia: o monte, o templo, a citânia, a pousada, a paisagem, a história ou as vidas de quem o habita.
Especialistas de várias áreas deram o seu contributo: o geógrafo Álvaro Domingues sobre a importância dos “Altos Lugares”, a arquitecta Lurdes Carreira e a historiadora Isabel Marques sobre a arquitectura do templo, que nos é descrito pela historiadora de arte Ana Cláudia Marques.
O antropólogo Álvaro Campelo explica que o monte proporciona uma experiência espiritual. A apropriação deste lado simbólico de Santa Luzia é abordada pela arquitecta Marta Prista, que mostra como a indústria do Turismo usa esta paisagem simbólica para justificar o investimento na construção de um hotel. Neste mesmo sentido, o historiador António Maranhão Peixoto relata a importância da instalação do funicular nesta conquista do monte para o turismo.
A ligação entre o turismo e os valores espirituais é abordada por Vítor Ambrósio, mostrando como o novo turismo religioso abraça estes espaços em que o espiritual e o lazer se encontram.
A Cidade Velha, também conhecida como citânia, é explicada pela arqueóloga Sílvia Loureiro Mendes, conferindo uma noção de antiguidade às vivências do monte.
O geólogo Ricardo Carvalhido explica a formação geológica do monte, e o biólogo Pedro Gomes fala da forma como o homem interveio na paisagem de Santa Luzia.
Lembrando o lado humano do monte, o jornalista Jorge Montez conta as histórias de vida de homens que fazem hoje de Santa Luzia o seu habitat. O livro é ilustrado com uma ampla recolha de imagens e com desenhos de Eduardo Salavisa, revelando um olhar intimista sobre o monte.
Finalmente, o arquitecto Tiago Ferreira de Castro revela os projectos que realizou para uma Confraria atenta à necessidade de criar uma dinâmica que acompanhe os tempos e prepare o século XXI.
O texto de D. Anacleto de Oliveira, Bispo de Viana do Castelo, coloca na peregrinação espiritual o fio condutor da diversidade dos olhares.
 A apresentação será feita por Lurdes Rufino, coordenadora do Mosteiro de Tibães.

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